Há um detalhe quase irônico no momento em que Jerome Powell deixa a presidência do Federal Reserve. Donald Trump escolheu seu sucessor com uma missão precisa: cortar juros. E, ao mesmo tempo em que articulava essa sucessão, o presidente americano sustentava políticas que pressionam a inflação na direção contrária. Tarifas sobre meio mundo, conflito aberto com o Irã, petróleo em alta. O homem que mais quer juros baixos nos Estados Unidos é também o que cria parte do ambiente que os mantém altos.
É a contradição que define o momento mais delicado do banco central americano em décadas. E para entendê-la, vale começar não pelo sucessor, mas por quem está de saída.
O erro do ‘transitório’ e a cicatriz que mudou a política monetária do Fed
Em 2021, quando a inflação pós-pandemia começou a subir, Powell e sua equipe sentenciaram que o fenômeno era “transitório”. Não era. A inflação se mostrou consideravelmente mais persistente do que o cenário base do Fed previa, e o banco precisou correr atrás, elevando juros de praticamente zero para mais de 5% em pouco mais de um ano. Foi um erro de diagnóstico de proporções históricas, e custou caro aos americanos em poder de compra. Críticos, à direita e à esquerda, apontam que a tardia mudança de postura do Fed transformou um problema gerenciável em um problema estrutural.
A lição interna do banco, desde aquele episódio, ficou clara. Não por convicção hawkish, mas pela memória recente de ter agido tarde demais na direção oposta. É essa lógica de retaguarda, mais do que qualquer tese econômica refinada, que sustenta a paciência atual do comitê.
A pressão da Casa Branca e a postura do Fed
Trump foi explícito sobre o que pensa de Powell. Em rede social, em entrevistas, em comícios, repetiu que os juros deveriam estar muito mais baixos e que o presidente do Fed era um obstáculo. O argumento, do ponto de vista da Casa Branca: o mercado de trabalho dá sinais de desaceleração, partes da economia sentem o aperto monetário, e parcela dos economistas sustenta que o choque tarifário seria, em tese, um evento de ajuste único, não inflação genuína.
Powell discorda, e tem mantido a linha. O Fed, sob seu comando, optou por uma combinação de paciência com gradualismo, recusando-se a antecipar cortes que considera prematuros e gerindo o relacionamento com a Casa Branca pelo silêncio público. O presidente do banco central tem repetido, quando provocado, que a instituição responde a dados, não a declarações políticas.
A relação azedou de vez em janeiro, quando o Departamento de Justiça abriu uma investigação criminal contra Powell sob o pretexto de irregularidades na reforma bilionária do prédio do Fed em Washington. Um juiz federal classificou a operação como mecanismo para pressionar o chair a cortar juros ou renunciar, leitura contestada por parte do Partido Republicano, que sustentava motivação legítima de fiscalização de gastos públicos. A investigação foi arquivada poucos dias antes da confirmação do novo presidente do banco. Em paralelo, a tentativa da Casa Branca de demitir a governadora Lisa Cook segue aguardando julgamento na Suprema Corte.
Em sua provável última reunião à frente do comitê, no dia 29 de abril, Powell manteve a taxa entre 3,5% e 3,75%. A votação, porém, revelou algo que o nível dos juros não contava.
Um comitê dividido como não se via há 33 anos
Quatro membros dissentiram naquela reunião. Não acontecia algo assim desde outubro de 1992. Mais curioso ainda, os dissidentes queriam exatamente o oposto do que Trump deseja: pediam que o comunicado abandonasse a linguagem que sugeria cortes à frente. Susan Collins, do Fed de Boston, foi explícita ao dizer, dias depois, que preferia retirar do texto qualquer presunção de que o próximo movimento seria de queda.
O motivo é prosaico. A inflação não saiu. O núcleo do PCE, indicador preferido do Fed, segue rondando 3,5%, bem acima da meta de 2%. As tarifas, originalmente vendidas como instrumento de pressão comercial, se transformaram em imposto inflacionário sobre o consumidor americano. E o conflito com o Irã reabriu uma frente energética que ninguém previa quando o nome do sucessor de Powell foi anunciado.
É nesse cenário, e não em outro, que Kevin Warsh entra em cena.
O Warsh de 2008 e o Warsh de agora
Na quarta-feira, 13 de maio, o Senado americano confirmou Warsh para a presidência do Federal Reserve. A primeira reunião sob seu comando está marcada para 16 e 17 de junho.
Há uma curiosidade biográfica que vale o registro. Warsh já passou pelo Fed. Sentou-se no Board entre 2006 e 2011, durante a presidência de Ben Bernanke, e atravessou a crise financeira de 2008 no posto. Naquela época, fez fama de hawk, daqueles que preferem juros altos para conter inflação mesmo ao custo de algum atrito com o crescimento.
Nos últimos anos, contudo, sua retórica mudou. Passou a defender publicamente que o Fed cortasse juros e reduzisse o tamanho de seu balanço. Foi essa segunda fase que o credenciou aos olhos de Trump, e seus discursos e artigos no Wall Street Journal forneceram a trilha sonora desejada pela Casa Branca.
Resta saber qual Warsh sentará à mesa do FOMC.
Por que a entrada de Warsh, sozinha, não muda os juros
A taxa básica de juros americana não é decidida pelo presidente do Fed. É decidida pelo Federal Open Market Committee, o FOMC, composto por doze votantes. Sete são governadores do Board, indicados pelo presidente da República e confirmados pelo Senado, com mandatos escalonados de 14 anos. Os outros cinco vêm dos doze bancos regionais. O presidente do Fed de Nova York vota sempre. Os outros quatro assentos rodam anualmente entre os onze presidentes regionais restantes.
Warsh entra como mais um voto entre doze, e como a voz mais influente, sim, mas não como ditador da política monetária dos Estados Unidos. Para virar o tabuleiro, Trump precisaria de algo bem mais difícil que uma confirmação no Senado. Precisaria de tempo, várias vacâncias simultâneas e uma maioria política disposta a ratificar nomeações que muitos democratas, e alguns republicanos institucionalistas, considerariam um ataque à independência do banco central.
É por isso que a estratégia da Casa Branca tem sido outra. Em vez de tentar conquistar o comitê numa única tacada, vai erodindo as bordas. Stephen Miran, que ocupou interinamente o assento de Adriana Kugler, dissentiu pedindo cortes. A tentativa de demitir Lisa Cook segue na Suprema Corte. A investigação contra Powell, mesmo arquivada, deixou marcas. A pergunta que paira sobre Wall Street não é mais se a independência do Fed está sob pressão. É se essa pressão acabará por revelar fragilidades institucionais reais ou, ao contrário, fortalecer os contrapesos.
O que o CME FedWatch revela sobre as expectativas para os juros
Enquanto a política tenta moldar o banco central, o mercado já fez sua leitura. O CME FedWatch, ferramenta que extrai probabilidades dos contratos futuros de Fed Funds, mostra para a reunião de junho 98,5% de chance de manutenção da taxa, 1,5% de corte e zero por cento de alta. É o consenso mais alinhado em meses. Wall Street, simplesmente, não acredita que Warsh terá margem para entregar o que Trump quer, ao menos não no curto prazo.
Para alocadores de longo prazo, o desenho do FOMC, com seus mandatos escalonados, suas vozes regionais e sua tradição de dissidência, foi construído precisamente para suportar pressões como esta.
O legado de Powell e o teste de Warsh
Powell deixa o cargo como uma figura que dividirá historiadores. Para uns, foi o presidente do Fed que errou no diagnóstico da inflação e demorou para reagir, mas que segurou a postura institucional sob pressão sem precedentes. Para outros, foi o tecnocrata “teimoso”, como diz Trump, que prolongou um aperto monetário desnecessário e custou crescimento ao país. Há argumentos para os dois lados. Powell, vale registrar, permanecerá no Board até pelo menos 2028. Sua cadeira de chair sai, mas sua voz no comitê não.
Warsh, por sua vez, herda mais do que um banco central. Herda um teste. O teste de mostrar se a independência do Fed depende de quem o preside ou de uma cultura institucional capaz de resistir mesmo quando o ocupante da cadeira foi escolhido justamente para flexibilizá-la. E, no caminho inverso, o teste de mostrar se essa cultura é robusta o suficiente para acomodar uma mudança de orientação legítima sem desestabilizar a credibilidade do dólar.
O que está em jogo, no fundo, não é se Warsh cortará juros em junho. No momento, as condições sugerem que não cortará. Mas, mais do que isso, o público quer ver como se comportará a independência do Federal Reserve em uma transição marcada por muitos contrapontos. Acompanhamos de perto.
A Portofino Multi Family Office foi eleita a Best Multi Family Office Brazil pela Citywire (2024 e 2025) e premiada pela Euromoney como Best Family Office Services Brazil (2024) e Best Independent Wealth Manager for Digital Solutions (2026).
Você já se perguntou o que é Wealth Management? A tradução literal — “gestão de riqueza” — até dá uma pista, porém não conta toda a história. Na prática, Wealth Management é o encontro entre estratégia, planejamento e propósito. Em outras palavras, é sobre fazer o seu patrimônio trabalhar a favor dos seus sonhos, valores e da sua liberdade.
Agora, imagine ter um time olhando para o seu patrimônio como um todo: investimentos, imóveis, previdência, sucessão, seguros, impostos. Além disso, imagine esse time entendendo quem você é, o que te move e para onde você quer ir. Isso, de fato, é Wealth Management.
Trata-se de um serviço feito sob medida, pensado para pessoas que construíram — ou estão construindo — um legado. Profissionais, famílias empresárias, atletas, artistas, empreendedores. Pessoas que entendem que acumular é importante, mas cuidar e preservar o que foi conquistado é essencial.
Wealth Management não é sobre fórmulas prontas. Ao contrário, é sobre desenhar um plano patrimonial com estratégia, inteligência financeira e visão de longo prazo. Além disso, é sobre ter tranquilidade para tomar decisões e tempo para viver o que realmente importa.
Afinal, o que é Wealth Management?
Em suma, Wealth Management é um tipo de assessoria patrimonial voltada para a gestão de fortunas de indivíduos ou famílias, que envolve olhar para o todo: patrimônio, família, planos de vida e, claro, o futuro.
Um único profissional ou gestoras especializadas podem realizar essa atividade, que inclui uma série de responsabilidades de cunho financeiro, administrativo, jurídico e contábil.
Em geral, os serviços inclusos em um wealth management são:
Consultoria de investimentos, com foco em preservação e crescimento do patrimônio
Planejamento fiscal e tributário, para tornar as decisões mais eficientes
Gestão contábil, garantindo clareza e controle sobre as finanças
Planejamento sucessório e jurídico, pensando no que você deseja deixar e para quem
Consultoria imobiliária, integrando ativos reais à estratégia patrimonial
Planejamento de aposentadoria, porque liberdade também se constrói com tempo
Como funciona o Wealth Management?
Wealth Management funciona como uma jornada personalizada. Dessa forma, não é um pacote pronto, igual para todo mundo — é um processo construído a partir da sua realidade, dos seus objetivos e, principalmente, daquilo que você valoriza.
Tudo começa com uma escuta atenta. Neste sentido, o profissional ou equipe responsável busca entender quem você é: sua história, seu momento de vida, seus desafios e suas ambições. A partir disso, é traçado um plano estratégico que considera todos os aspectos do seu patrimônio — financeiros, jurídicos, contábeis e até emocionais.
Na prática, é um acompanhamento contínuo, pois um bom Wealth Management se adapta conforme a vida muda: uma empresa que cresce, um filho que nasce, uma mudança de país, um novo projeto. A gestão é dinâmica, alinhada com as decisões que você precisa tomar hoje e com o futuro que deseja construir.
Mais do que uma consultoria, é uma parceria. Um relacionamento de confiança, de longo prazo, com alguém que te ajuda a tomar decisões com clareza — e a transformar conquistas em legado.
Portanto, para entender o que é Wealth Management e como ele realmente funciona, algumas situações podem exemplificadas para entender como funciona na prática:
Venda de uma empresa ou recebimento de grandes valores: momento ideal para estruturar o patrimônio, proteger os recursos e planejar os próximos passos com estratégia.
Planejamento da sucessão familiar: organizar a transferência de bens e responsabilidades de forma estruturada, preservando a harmonia e os valores da família.
Gestão de múltiplos investimentos e ativos: quando o portfólio se torna complexo e exige uma visão integrada para mitigar riscos e buscar eficiência.
Mudança de país ou planejamento de vida no exterior: adaptar o patrimônio a uma nova realidade fiscal, jurídica e econômica, sem perder o controle.
Transição de carreira ou aposentadoria: reavaliar objetivos e garantir que os recursos estejam alinhados com a nova fase da vida.
Famílias empresárias e multi-geracionais: criar governança, profissionalizar a gestão e garantir a continuidade do legado entre gerações.
Agora que você já sabe o que é Wealth Management é importante entender a estrutura e os serviços.
Estrutura de serviços em Wealth Management
Os serviços oferecidos por uma instituição de gestão patrimonial vão muito além do planejamento financeiro.
Além disso, não se limitam à situação financeira atual do cliente: também levam em conta objetivos de curto, médio e longo prazo, bem como seu nível de tolerância ao risco.
Com isso em mente, o plano é desenhado de forma personalizada. Após sua implementação, o gestor deve se reunir regularmente com o cliente para revisar e atualizar as metas definidas.
Nesse processo contínuo, pode surgir a necessidade de incluir novos serviços — como, por exemplo, assessoria jurídica.
Em última análise, o objetivo é sempre atender o cliente de forma integral, tornando o gerenciamento de sua vida financeira o mais cômodo e eficiente possível.
Dessa forma, algumas estruturas são comumente utilizadas para compor essa estratégia:
Carteiras administradas
Fundos exclusivos
Investimentos Internacionais
Planejamento sucessório
Conclusão
Por fim, se você achava que o futuro era algo distante, talvez seja hora de olhar para ele com mais proximidade. Afinal, quando você entende o que é Wealth Management, também entende que o futuro começa com escolhas feitas hoje — com intenção, clareza e propósito.
Mais do que isso, construir um legado não é apenas acumular bens. É criar impacto. Ou seja, é garantir que suas decisões de hoje ecoem nas próximas gerações.
Sendo assim, contar com uma gestão patrimonial estruturada, contínua e alinhada à sua história faz toda a diferença. Isso porque o verdadeiro valor do patrimônio está em como ele é cuidado — e no que ele possibilita viver, construir e deixar.
Independentemente do seu momento de vida, Wealth Management é sobre transformar patrimônio em liberdade. E, acima de tudo, liberdade em legado.
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Os principais benefícios da proteção patrimonial em dólar
Dolarizar o patrimônio é uma escolha que reorganiza a estrutura da carteira de forma mais equilibrada e sofisticada.
Entre os principais benefícios, destacam-se:
Proteção cambial
Preserva o poder de compra ao longo do tempo, especialmente em cenários de desvalorização do real.
Diversificação geográfica
Reduz a concentração de risco em um único país, diluindo impactos locais.
Acesso a ativos globais
Permite investir em empresas e setores que muitas vezes não estão disponíveis no mercado doméstico.
Menor volatilidade da carteira
Ativos internacionais tendem a responder a dinâmicas distintas, equilibrando ciclos econômicos.
Estabilidade de longo prazo
Exposição a economias mais robustas e resilientes.
Liquidez internacional
Participação em mercados amplos, com maior eficiência e facilidade de negociação.
O que é o risco Brasil — e como ele afeta seu patrimônio
Manter o patrimônio concentrado no Brasil significa aceitar, integralmente, o chamado “risco Brasil”.
Esse conceito reúne fatores estruturais que impactam diretamente os investimentos, como:
Incerteza fiscal e aumento da dívida pública
Mudanças frequentes nas regras econômicas
Instabilidade política
Inflação e juros elevados
Desvalorização cambial
Em períodos eleitorais, o risco tende a se intensificar.
Eleições trazem incerteza sobre os rumos da política econômica, possíveis mudanças de direção e aumento da sensibilidade dos mercados a discursos, expectativas e cenários futuros.
Diante desse cenário, dolarizar o patrimônio trata-se de uma decisão estratégica. Ou seja: construir uma base sólida que permita atravessar diferentes ciclos com mais equilíbrio.
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Mas ele é uma das principais pessoas quando o assunto é coleção de destilados. Ele é a pessoa mais premiada da história quando este é o assunto, sendo o detentor de 20 recordes no Guinness World.
Hoje, o mundo passa por um processo de mudança no comportamento das pessoas. A Geração Z (nascidos aproximadamente entre 1995-2010) está consumindo significativamente menos álcool, com apenas 45% dos jovens brasileiros da faixa de 16 a 30 anos relatando beber. Essa é uma tendência impulsionada pela busca por saúde física/mental e alto custo das bebidas.
O resultado? Grandes empresas do setor começaram a sentir os efeitos nos balanços financeiros. Em 2024, a Ambev reportou que o segmento zero álcool, representado pelas cervejas Corona Cero e Budweiser Zero, cresceu 20%. Já a Heineken, líder do segmento de cervejas sem álcool, registrou um crescimento de 10% no volume de vendas de seu rótulo 0.0 no mesmo ano.
E isso não é característica apenas do mercado de cervejas. Vinhos e destilados também sentem o impacto. Voltando a este último, nos anos recentes, a procura por drinks sem álcool está crescendo. Para se ter uma ideia, segundo dados da Datassential, a presença dessas bebidas nos cardápios dos restaurantes aumentou em 223%.
A coleção de whisky para história
É nesse cenário de gerações que bebem menos e mercados que se reinventam que a figura de Nguyễn Đình Tuấn Việt ganha uma dimensão diferente.
A coleção de Việt não é apenas uma lista de recordes. É um arquivo.
Entre as peças mais notáveis, cinco garrafas do Macallan 1926 60 Year Old — o whisky mais caro já leiloado no mundo. Ao redor delas, mais de 1.200 garrafas compõem a coleção de whisky avaliada em US$ 150 milhões, incluindo dois conjuntos completos do Macallan Fine & Rare, de 1926 a 2000. No universo dos conhaques, 700 garrafas — entre elas, o conhaque mais antigo do mundo — formam um acervo avaliado em cerca de US$ 25 milhões.
Mas nem tudo se resume a valor. Muitos dos recordes alcançados por Việt não têm preço de mercado — estão ancorados na idade, na raridade ou no contexto histórico de cada garrafa. Algumas delas são, possivelmente, as últimas existentes no mundo.
O hábito começou como passatempo, há 30 anos. Com o tempo, evoluiu para algo maior: um compromisso com a preservação.
Há algo de simbólico nisso. Em um mundo em que novas gerações se afastam do álcool, um homem dedica décadas a garantir que a herança da destilação não se perca. As garrafas de Việt não foram feitas para ser abertas. Talvez o álcool esteja encontrando um novo papel: não o de ser consumido, mas o de ser lembrado.