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Carteiras administradas: uma abordagem personalizada para seu futuro financeiro

Carteiras administradas: uma abordagem personalizada para seu futuro financeiro

(Tempo de leitura: 6 minutos)

O que você precisa saber:
Com a tributação dos fundos fechados e pela insatisfação dos clientes com abordagens tradicionais, a demanda pelo serviço de carteiras administradas cresceu. Você conhece as vantagens? E o porquê do serviço estar chamando a atenção de agentes do mercado somente agora?


As carteiras administradas emergiram no cenário financeiro oferecendo aos investidores uma abordagem acessível e personalizada para gerenciar seus ativos. Neste ambiente econômico dinâmico, a busca por esse serviço cresceu notavelmente, impulsionada não apenas pela tributação dos fundos fechados, mas também pela demanda crescente de clientes insatisfeitos com abordagens tradicionais.

Os fundos exclusivos fechados continuam tendo vantagens, como a compensação de perdas e ganhos entre os ativos que o compõem, mas aqui na Portofino sempre combinamos carteira administrada e fundo exclusivo. Como explica o nosso CIO, Eduardo Castro, o serviço de carteira administrada está chamando a atenção dos bancos agora porque estão sendo pressionados pelos clientes e o custo é muito menor que o de fundos exclusivos.

Em contraste com a abordagem tradicional de investir, e em meio a um cenário econômico complexo e volátil, essa modalidade alia alta expertise profissional, simplicidade operacional e diversificação estratégica.

Dada a complexidade do mercado financeiro, uma das principais vantagens que as carteiras administradas oferecem é o processo de investimento conduzido dia a dia por profissionais competentes e altamente capacitados, desenvolvendo estratégias para proteger e ampliar o patrimônio e alcançar resultados consistentes no longo prazo.

Vantagens das carteiras administradas

Alinhamento de interesses e customização

Antes de qualquer coisa, alinhar e entender os interesses dos investidores é fundamental para que todas as partes atinjam seus objetivos. Na Portofino, montamos portfólios que se alinham com os objetivos dos clientes, sejam de curto ou longo prazo, pois o importante é que se sintam confortáveis enquanto investidores.

Nascemos para cuidar do patrimônio de uma família e entendemos as dores dos nossos clientes, pois já estivemos nessa posição. No centro encontra-se uma história, uma saga familiar que se entrelaça com a trajetória do patrimônio construído. Cada decisão tomada, cada investimento, cada reviravolta enfrentada, tudo isso se fundamenta naquilo que é mais precioso: a família e seu legado.

Nossa abordagem vai além dos números e das tendências de mercado. Utilizamos nossa expertise para decifrar as necessidades singulares de cada família, traçando estratégias customizadas que harmonizem os objetivos familiares com a maximização e preservação de patrimônio.

Acesso e eficiência, seja na seleção de ativos e nos custos

Em um mundo onde a informação é abundante, o verdadeiro diferencial reside no acesso às oportunidades certas no momento certo. Nossos clientes desfrutam de um acesso exclusivo a oportunidades de investimento e soluções financeiras selecionadas, nos melhores gestores globais, todas filtradas através de um rigoroso critério e metodologia. O nosso modelo de negócio não se baseia na intermediação de produtos de investimentos ou financeiros e não possuem taxas escondidas ou comissões ocultas.

Gestão dinâmica

O acompanhamento realizado por profissionais altamente qualificados e certificados é uma das vantagens das carteiras administradas.

Na Portofino, temos uma equipe de especialistas que está diariamente em busca de otimizar as carteiras, de forma dinâmica, para diluir os riscos e encontrar soluções conforme os interesses de cada um.

Consolidação dos resultados

Através dos nossos relatórios oferecemos uma visão global, organizada e consolidada de todos os ativos dos clientes, em todas as instituições financeiras custodiantes nas quais possui conta, locais e internacionais. 

A nossa equipe de gestão também prepara conteúdos descomplicados que acompanham o relatório, oferecendo uma visão sobre os mercados e nossas estratégias.

Gestão profissional

Com o serviço de carteira administrada, o investidor tem profissionais com formação específica na área e devidamente regularizados junto às entidades do mercado financeiro. 

O gestor irá trabalhar para que a sua carteira seja bem estruturada e diversificada, composta por diferentes classes de ativos, setores e regiões geográficas (considerando os mercados local e internacional). 

A diversificação é essencial para mitigar o risco e evitar concentração excessiva em um único investimento. Ao distribuir os recursos em diferentes tipos de ativos, como ações, títulos de renda fixa, imobiliário e commodities, a exposição a eventos específicos que podem afetar negativamente um setor ou empresa em particular fica menor.

A carteira administrada é uma modalidade de investimento que traz segurança, personalização e exclusividade. No centro do nosso posicionamento, propósito e trabalho estão os nossos clientes. É por isso que estamos sempre buscando o que é, de fato, sem conflitos de interesses, o melhor para a proteção e ampliação dos seus patrimônios. O nosso modelo de negócios não se baseia no produto oferecido, mas sim em construir as melhores estratégias e conquistar os melhores resultados.

Se ficou interessado em saber mais sobre as soluções que as carteiras administradas oferecem, entre em contato com a gente.

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(Tempo de leitura: 3 minutos)

O que você precisa saber:
O governo editou novas regras que vão limitar a emissão de certificados de recebíveis e letras de crédito ligadas ao agronegócio e ao setor imobiliário. Por que o governo adotou esta mudança? Quando elas passam a valer?


No momento em que o estoque de LCI, LCA, LIG, CRI e CRA, todos isentos de imposto de renda (IR), já passa de R$ 1 trilhão, o governo editou novas regras que vão limitar a emissão de certificados de recebíveis e letras de crédito ligadas ao agronegócio e ao setor imobiliário.

As novas regras mudam os prazos mínimos de carência desses títulos de captação privada. No caso do LCA, o prazo mínimo para resgate passa de 90 dias desde a aplicação para 9 meses, enquanto nas LCI e LIG o período passa para 12 meses. No caso dos papéis indexados a índices de preços como IPCA, a carência será de 36 meses.

Importante destacar que as decisões anunciadas não afetam o estoque de CRA, CRI, LCI, LCA e LIG ou os papéis que já tiveram as ofertas de distribuição requeridas na CVM, apenas as novas operações. Para os investidores que costumam carregar o papel até o vencimento, a mudança não gerará grandes impactos.

Nos últimos anos, houve uma expansão significativa nos tipos de operações relacionadas ao agronegócio e ao setor imobiliário por parte de empresas e bancos. No entanto, a decisão anunciada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) estabelece que tais operações devem agora ser restritas à finalidade inicialmente proposta quando a política pública foi concebida.

As novas normas terão reflexos diretos no funcionamento desses ativos. Antes muito utilizados como instrumentos de liquidez, o aumento do prazo de carência das LCIs e LCAs inviabiliza que esses produtos atuem dessa maneira nos portfólios.

Outro ponto é a possível restrição de oferta dos ativos-objeto das modificações, uma vez que as novas normas também podem reduzir uma expansão significativa nesses tipos de operações. Neste cenário, torna-se cada vez mais difícil para os investidores acessarem essas oportunidades, o que aumenta a relevância do papel das instituições que têm maior capacidade de acesso para os clientes.

Como consequência deste último ponto, há uma diminuição do prêmio de crédito dos ativos isentos. Com a menor oferta destes produtos, os emissores podem estabelecer taxas menos atrativas para os investidores, e, sendo assim, requer uma atenção às relações de risco x retorno. A partir dessa nova configuração, pode fazer sentido alocação em ativos tributados eventualmente. 

Por fim, um cenário de possível direcionamento dos recursos para outros veículos isentos, como FIIs, FIAGROs ou Fundos de Infraestrutura, também é uma consequência das novas normas.

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(Tempo de leitura: 4 minutos)

O que você precisa saber:
As mudanças nas normas sobre o imposto de herança e doação têm impacto direto no planejamento patrimonial e sucessório familiar. Quais são as alterações? Qual é a situação das alíquotas em cada estado?


As normas sobre o imposto sobre herança e doação (referido pelas siglas ITCMD, ITCD ou ITD, a depender do estado) foram alteradas no final do ano passado e impactam diretamente no planejamento patrimonial e sucessório das famílias.

Em novembro de 2023, a PEC nº 45 de 2019 (conhecida como a PEC da Reforma Tributária) foi aprovada, sendo formalmente publicada como a Emenda Constitucional nº 132 de 2023. O foco principal da PEC foram alterações na tributação sobre o consumo (ISS, ICMS, PIS, COFINS e IPI) e as novas regras iniciam a vigência a partir de 2026, com um período de transição até o final de 2032.

Além do assunto principal, a PEC 45/2019 promoveu algumas alterações importantes relacionadas ao ITCMD. Seguem abaixo as duas principais:

  1. Incidência de ITCMD sobre herança e doação no exterior: os Estados foram autorizados a cobrar ITCMD sobre herança de bens no exterior e nas doações em que o doador é residente ou domiciliado no exterior. Nesses casos, quem deve recolher o imposto é o herdeiro e/ou donatário, que está no Brasil. Antes da aprovação da PEC 45/2019 essa cobrança dependia de uma lei complementar (que nunca foi aprovada e publicada) e agora, enquanto a lei não existe, a cobrança pelos Estados está autorizada. Mudança que já está em vigor desde o dia 20 de dezembro de 2023.
  2. Obrigatoriedade de alíquotas progressivas: a constituição tornou obrigatória a adoção de alíquotas progressivas de ITCMD pelos Estados. Isso quer dizer que o imposto estadual deve ter alíquotas que aumentam conforme o valor do bem doado ou herdado. Ou seja, quanto maior o valor, maior será a alíquota aplicável.

A maioria dos Estados no Brasil já possui alíquotas progressivas.  No entanto, ainda há 10 Estados que adotam alíquota fixa de ITCMD (para o evento de doação, para a sucessão, ou para ambos) e que precisarão ajustar as leis estaduais para se adequar a nova regra. São eles: Alagoas, Amapá, Amazonas, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Piauí, Roraima e São Paulo. É esperado que esses Estados ajustem suas leis internas em 2024.

Doação

Herança

O Estado de São Paulo, por exemplo, já apresentou um projeto de lei que propõe a mudança da alíquota atual – fixa em 4% – para alíquotas progressivas de 2% a 8%.

A boa notícia é que qualquer alteração de ITCMD aprovada em 2024, que resulte em aumento de alíquota para o contribuinte só deve entrar em vigor em 2025. Isso porque, o aumento de ITCMD deve observar 2 regras: (i) noventena: entrar em vigor no mínimo 90 dias após a publicação da nova lei; e (ii) anterioridade anual: a nova lei só entra em vigor no ano seguinte à sua publicação.

Por esse motivo, para as famílias domiciliadas ou que possuem bens nesses 10 estados, o ano de 2024 será importante para antecipar doações e aproveitar a alíquota atual, antes do aumento esperado.

A alíquota máxima de 8% foi mantida e se aplica a todos os Estados.

Victória M. V. Tenório de Siqueira é Head de Wealth Planning na Portofino MFO, advogada formada pela Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Possui certificação CPA-20 e pós-graduação em General Business pela University of California de Los Angeles (UCLA).

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(Tempo de leitura: 5 minutos)

Instituto Mano Down

Trocar a palavra “exclusão” por “OPORTUNIDADE”, é uma das premissas do Instituto Mano Down, organização sem fins lucrativos, que promove a autonomia e inclusão de pessoas com síndrome de Down e outras deficiências.

O Mano Down surgiu a partir do amor de Leonardo Gontijo por seu irmão caçula, o Eduardo – também conhecido como Dudu do Cavaco; músico com síndrome de Down.

A história começa em 2011, quando Léo publica o livro “Mano Down – Relatos de um irmão apaixonado” e, partir daí inicia uma trajetória para dar visibilidade e criar oportunidades para que as pessoas com síndrome de Down possam ser incluídas na sociedade e reconhecidas por suas capacidades.

O projeto, que inicialmente era voltado para socialização das pessoas com Down, foi agregando famílias e crescendo. Em pouco tempo, Léo e Dudu estavam rodando por todo o Brasil levando a sua história através de palestras musicadas.

No site e nas redes sociais do instituto, você pode conferir mais sobre a história e propósito deles.

https://manodown.com.br/
Instagram: @institutomanodown
LinkedIn: Instituto Mano Down
TikTok: @institutomanodown

Instituto Ame Sua Mente

O Instituto Ame Sua Mente é uma organização da Sociedade Civil que desenvolve projetos pautados em pesquisas científicas e com foco na promoção da saúde mental, redução do estigma, prevenção e manejo de transtornos, tendo o educador da rede pública como principal público.

O instituto foi fundado em 2018, após mais de 10 anos de pesquisas científicas junto a escolas públicas, trabalho realizado por meio do projeto “Cuca Legal”, em parceria com a Escola Paulista de Medicina – EPM/UNIFESP.

Os resultados colhidos a partir dessa iniciativa – que visava a promoção da saúde mental, prevenção e manejo de transtornos na escola através de programas de assistência e letramento em saúde mental – fundamentaram a estruturação do Instituto.

No site e nas redes sociais do instituto, você pode conferir mais sobre a história, valores, missão e outras informações.

https://www.amesuamente.org.br/
Instagram: @ame_sua_mente
LinkedIn: Instituto Ame Sua Mente

Aliança Empreendedora

A Aliança Empreendedora nasceu em Curitiba, Paraná, 2005 com o objetivo de capacitar e apoiar microempreendedores formais e informais em vulnerabilidade econômica de todo o Brasil.

Acreditamos na potência do microempreendedor brasileiro, e para nós, todas e todos os brasileiros podem empreender por meio de relações justas.

Desenvolvemos cursos e capacitações de forma gratuita para empreendedores, realizamos estudos e pesquisas sobre o microempreendedorismo brasileiro, e também, entre as nossas estratégias de atuação está o trabalho de consultoria para empresas de diversos segmentos na cocriação de novos produtos e serviços de causas sociais, com foco em microempreendedorismo. Tais projetos também ajudam na disseminação da causa, provando que o empreendedorismo é para todos.

Atualmente, comemoramos o apoio oferecido a mais de 140 mil empreendedores, além de contarmos com 134 organizações sociais aliadas em todo o país. Já somamos mais de 271 projetos cocriados, e ampliamos nossa atuação para 27 estados brasileiros.

A Aliança Empreendedora está alinhada com os objetivos da ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável), projeto este liderado desde 2015 pela ONU (Organização das Nações Unidas).

Negócios inclusivos e investimentos ESG  (Governança ambiental, Social e Corporativa) têm obtido relevância no contexto dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), fazendo com que corporações cada vez  mais passem a entender que não há mudanças sem levar a sustentabilidade à sério.

Empresas que possuem como missão realizar projetos relacionados a fatores pautados no ESG, tem na Aliança Empreendedora o apoio que necessitam para o desenvolvimento e operacionalização necessários para colocar em prática  ações, projetos e iniciativas alinhadas com a causa.

No site e nas redes sociais da Aliança Empreendedora, você pode conferir mais sobre a história, valores, missão e outras informações.

https://aliancaempreendedora.org.br/
Instagram: @aliancaempreendedora
LinkedIn: Aliança Empreendedora

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CEO Conference | BTG Pactual – Dia 2

CEO Conference | BTG Pactual – Dia 2

Tempo de leitura – Overview do dia em 14 minutos.

Nesta quarta-feira (7), tivemos o último dia do CEO Conference Brasil 2024, evento promovido pelo BTG Pactual. Desta vez, Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, e os ministros Rui Costa e Renan Filho foram algumas das figuras importantes do cenário político e econômico brasileiro que marcaram presença.

Quer saber como foi ontem?

Clique aqui e saiba como foi o primeiro dia do eventoCEO Conference | BTG Pactual – Dia 1

Cenário Político e Macroeconômico 2024

No primeiro painel do segundo dia, e já tradicional do evento, André Esteves, Chairman e Sócio-Sênior do BTG, foi entrevistado por William Waack sobre diversos temas atuais do cenário político e macroeconômico. 

Esteves observou o ambiente favorável para investimentos no Brasil. Segundo ele, o país está se comportando bem e se mostrou satisfeito com o processo de harmonização construído ao longo do último ano. “Eu fico muito satisfeito com o que eu vejo depois do painel de Fernando Haddad e Roberto Campos Neto. 2023 começou com ataques de Lula ao presidente do Banco Central e críticas à independência da autarquia, mas terminou com ambos juntos em um churrasco de ministros”.

Ele também comentou que o Brasil tem um gasto muito alto e uma arrecadação também muito alta. Para ele, o ideal seria reduzir os dois e completou dizendo que “enquanto sociedade, temos que continuar cobrando o governo da vez, seja ele de esquerda ou de direita, para ter um compromisso com as futuras gerações”.

Em relação às questões ambientais, Esteves explicou que o Brasil tem a matriz renovável mais ampla do G20, mas ponderou que nenhum sistema trabalha somente com energia limpa. “Acho que a gente melhorou na questão ambiental, mas estamos longe do nosso potencial. Temos uma grande oportunidade na COP-30 do ano que vem, que acontecerá em Belém. Temos uma oportunidade de nos posicionarmos nesse ambiente como uma liderança ambiental”.

Expandido a conversa para o cenário global, o papo começou pelos nossos vizinhos argentinos. O chairman mostrou otimismo com o que está vendo na Argentina, afirmando que o país está no caminho certo, com um presidente preparado, que falou a verdade durante a campanha e está conseguindo vitórias pontuais. 

Na geopolítica, apesar dos conflitos no Oriente Médio, ele vê com bons olhos os investimentos sauditas e região, justificando que passam estruturalmente por um bom momento. “O que vimos em outubro do ano passado é o radicalismo contrário a isso, a um ambiente mais distensionado”, afirmou.

Ao fim do painel, as eleições americanas foram o tema. O sócio-sênior do BTG disse que hoje Trump é o franco favorito e tem uma certa preocupação com esse cenário. Para ele, isso será fonte de instabilidade global. Na conclusão, Esteves propôs uma reflexão quanto ao cenário eleitoral americano ao questionar como a democracia “mais sofisticada do mundo” não conseguiu produzir uma alternativa a Trump e Biden.

Concessões: Rodovias

Na sequência, foi a vez de Renan Filho, ministro dos Transportes, Marcello Guidotti, CEO da EcoRodovias, e Miguel Setas, CEO da CCR, subirem ao palco. 

O ministro iniciou sua participação explicando que o Brasil faz concessões de rodovias há pouco tempo e poucas foram feitas. Com isso, “conceder um trecho por ano não dialoga com a nossa necessidade de infraestrutura”. Ele estabeleceu como “meta ousada e ambiciosa” realizar 35 novos leilões durante o governo. Esse ano, o objetivo é fazer 13. Ele também criticou que foram realizadas muitas concessões desequilibradas, com negócios que seriam em tese bons. Renan Filho ainda indicou que a otimização desses contratos vai gerar investimentos de R$ 100 bilhões no curto prazo.

Em outro ponto do painel, o ministro disse à plateia que o Brasil tem capacidade de voltar a ser a sexta economia do mundo e comparou o país a uma “Kombi velha”, que “vive balançando, mas se apertar os parafusos, olhar o pneu, der um negocinho, ele vai para a sexta economia”.

Novo PAC: Atração de Investimentos e Responsabilidade Fiscal

Depois foi o ministro Rui Costa, da Casa Civil, que subiu ao palco. Durante o painel, ele afirmou que a agenda do governo em 2023 foi alcançada e conseguiram colocar de pé a reorganização do estado brasileiro. 

Um ponto importante foi quando o ministro afirmou que o “interesse nacional de se sobrepor a vaidades ou diferenças pessoais”. A fala veio ao ser questionado sobre os recentes impasses entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional, após o presidente da Câmara, Arthur Lira, cobrar que o governo não cumpriu com alguns acordos e criticar o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha. 

Em complemento, Rui Costa afirmou que o governo cumprirá os acordos firmados com Lira a respeito do Orçamento de 2024. “Eu participei no fim do ano do diálogo direto com Lira, e o acordo que fizemos será cumprido, que foi incorporar as emendas de comissão no valor de R$ 11 bilhões. Este foi o acordo. O que foi colocado além disso não faz parte do acordo. Eu concordo integralmente com o texto dele, acordo é para ser cumprido”.

Além disso, o novo PAC foi tema de debate. O ministro disse que o PAC “tem um conjunto de investimento em infraestrutura e sociais e também um conjunto de medidas institucionais”. Ele apresentou que precisamos de um novo PAC pelos seguintes motivos: promover a infraestrutura econômica, social e urbana; incrementar o investimento público privado; gerar emprego de qualidade; e melhorar a competitividade da economia brasileira.

Visão das gestoras para 2024

“A bolsa está barata” foi uma frase de consenso entre André Caldas, Sócio-fundador da Clave Capital, Bruno Garcia, Sócio-fundador da Truxt, Carlos Eduardo Rocha, CEO/CIO da Occam, e Laércio Henrique, Sócio do BTG Pactual Asset Management. Os painelistas analisaram o mercado de renda variável local e internacional.

No olhar externo, Rocha compartilhou que o cenário lá fora é muito bom para investimentos em ações. Já Laércio Henrique acrescentou que o cenário externo é benigno. “Para a gente, o mais importante é termos algo que não permita uma recessão nos Estados Unidos. Continuamos confiantes que no primeiro semestre teremos um afrouxamento monetário”.

Por outro lado, Garcia destacou o receio que tem com a China, temendo que o modelo estrutural do gigante asiático esteja quebrado. Acrescentando aos riscos de 2024 em investir em ações, Rocha também chama atenção à China e aborda o risco fiscal. Para ele, a meta fiscal vai ser mudada, mas o mais tarde possível. 

Transição energética: Fontes, Infraestrutura e o Papel do Consumidor Final

Neste painel, o Diretor-Geral da Aneel, Sandoval Feitosa, debateu sobre o protagonismo do Brasil no contexto mundial da transição energética, os avanços na abertura do mercado livre e a alocação mais eficiente de custos no setor elétrico. 

Feitosa afirmou que o debate não é somente sobre transição energética, que o Brasil já alcançou, mas sim de transformação energética. “O Brasil é um país naturalmente vocacionado para a transição energética”.

No mesmo painel, Ricardo Botelho, CEO da Energisa, apresentou a perspectiva da empresa e afirmou que estão conscientes do compromisso de desenvolvimento do país.  

Otimismo com a inteligência artificial

Um dos grandes temas da atualidade é a inteligência artificial, e não tinha como ela ficar de fora do evento. O convidado foi Scott Galloway, professor da NYU Stern School of Business, que disse que os ganhos de produtividade serão muito grandes. 

Ele analisou o mercado acionário americano, que sete ações equivaleram a 70% dos ganhos do S&P, entre elas Microsoft, Nvidia, Alphabet e outras gigantes da tecnologia. Segundo ele, a maioria dos ganhos veio da inteligência artificial. Nesse sentido, criticou a empolgação com a tecnologia e questionou a sustentabilidade da valorização de mercado.

Galloway foi contundente ao dizer que o principal benefício social da IA será no setor de saúde, contribuindo em algo muito mais proativo no que diz respeito ao monitoramento. Ele acrescentou que a educação também deve se beneficiar bastante.

Entrando em um tema polêmico, quanto aos impactos no mercado de trabalho, ele disse que todas as empresas serão impactadas, mas não acha que a IA vai tomar o emprego das pessoas. A visão dele é que uma pessoa que saiba usar a inteligência artificial vai conquistar oportunidades. “Eu acho que vai abrir mais oportunidades de emprego do que fechar. Eu vejo IA como positiva para o emprego”.

Por fim, ele direcionou fortes críticas a como a ascensão das tecnologias pode afetar as relações humanas. Ele usou o Apple Vision Pro, óculos de realidade aumentada recém-lançado, como exemplo para dizer que “quando se usa um óculos desses, é uma maneira de dizer que você não quer que ninguém se aproxime de você”. 

Ele argumentou um grande receio de que a IA impulsione um movimento de “epidemia de solidão”. “Eu fico preocupado em criar pessoas que começam a olhar para algarismos como amigos e não vivam verdadeiras relações”. Ele comentou que a perda de habilidade de relacionamento pode impactar na vida profissional e pessoal das futuras gerações. O professor ainda jogou luz sobre os problemas que a IA pode gerar em períodos eleitorais. 

BNDES do Futuro: Desafios e Oportunidades

Aloizio Mercadante, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, foi convidado para falar sobre o futuro, desafios e oportunidades da instituição.

Dentre os assuntos que ele falou, os R$ 57 bilhões em financiamentos para infraestrutura em 2023 e o protagonismo da matriz energética foram debatidos. Sobre o último, ele disse que o Brasil tem uma vantagem energética, explicando que “somos o primeiro país do G20 que pode em 2040 chegar à emissão de 0%.

Além disso, Mercadante voltou a elogiar Roberto Campos Neto, presidente do BC, e afirmou querer que o “BNDES volte a ser o banco que era no primeiro governo FHC”. Ele tem como meta dobrar a participação do banco no PIB brasileiro, de 1% hoje para 2%.

Ciclo de flexibilização da política monetária

Para finalizar o CEO Conference deste ano, Eduardo Loyo, Sócio do BTG, Mansueto Almeida, Economista-chefe do BTG, e Tiago Berriel, Estrategista-chefe do BTG Pactual Asset Management, debateram sobre política monetária no âmbito global.

Em relação aos Estados Unidos, o grande questionamento para Loyo é se a batalha contra a inflação está ganha, ou não, e então começar a afrouxar os juros. ”Eu tenho muita dificuldade em me convencer de que a batalha está ganha. Acho que um pouco mais de cautela faz sentido”. Ele ainda acrescentou que a comunicação está um pouco confusa, mas ponderou que “o final dessa história será de um sacrifício muito menor do que se imaginava”.

Berriel concordou com o companheiro e falou: “o que deixa o mercado inseguro é que vemos dados até de uma economia acelerando. Essa segurança pode gerar uma postura mais conservadora. Acho normal um Banco Central tomar essa atitude de conter a animação antes de iniciar o ciclo. O problema do Fed foi a comunicação, de levar a uma excitação extrema e depois puxar o freio”. 

Por fim, Mansueto Almeida concluiu analisando o Brasil. Para ele, é muito cedo para falar de PIB potencial. “ A gente acredita que aconteceu algo no Brasil que tornou a economia mais resiliente”. Sobre a meta fiscal, disse que ninguém do mercado estima que o governo consiga entregar um déficit primário de 0%. Ele ainda acha que o debate sobre a mudança de meta fiscal para esse ano “pode durar mais tempo do que imaginamos”.

Este conteúdo é produzido pela PORTOFINO MULTI FAMILY OFFICE e fomenta o diálogo sobre a política e o empresariado brasileiro. A nossa opinião é neutra e não é partidária.

CEO Conference | BTG Pactual – Dia 1

CEO Conference | BTG Pactual – Dia 1

Tempo de leitura – Overview do dia em 14 minutos.

Nesta terça-feira (6), aconteceu o primeiro dia do CEO Conference Brasil 2024, evento promovido pelo BTG Pactual, que contou com a presença de diversas figuras importantes do cenário político e econômico brasileiro, como o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o ministro da Economia da Argentina, Luis Caputo, entre outros.

Cenário Econômico 2024

O primeiro painel do dia recebeu Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, que abordou diversos temas importantes no cenário econômico atual. Em sua tradicional apresentação de slides, ele listou os quatro grandes temas atuais: dinâmica de inflação e crescimento nos Estados Unidos; o que está acontecendo com a China; um mundo cada vez mais dividido; e a dinâmica de mercado em um mundo cada vez mais endividado após a pandemia. Sobre este último, ele disse que o mundo saiu da pandemia muito mais endividado, em algo próximo de 20% do PIB global.

No que diz respeito à inflação global, Campos Neto apresentou dados que mostram que todas as inflações cheias estão caindo, assim como o núcleo, mas lentamente. As taxas de inflação global estão em processo de desaceleração, muito puxada pela queda nos preços de alimentos e energia. Entretanto, o presidente do BC (Banco Central), ponderou que os núcleos nos países desenvolvidos continuam altos, muito em decorrência dos serviços estarem pressionados. “De fato, as inflações de serviços estão rodando a níveis muito altos. Em alguns emergentes, os serviços já estão abaixo de padrões históricos”, explicou.

Em relação ao Brasil, Campos Neto disse que o comportamento da inflação está “mais ou menos dentro do que imaginávamos”. O mercado de trabalho, que permanece aquecido, está sendo acompanhado de perto pelo Banco Central. Sobre a política monetária, ele afirmou que “era difícil definir política monetária sem confirmação da meta fiscal”. Para 2024, o governo confirmou a meta fiscal com déficit primário zero. A definição ainda, segundo ele, levou a uma queda das expectativas de inflação.

Por fim, Campos Neto rapidamente comentou sobre os riscos para a economia global. Ele listou a geopolítica como um fator de risco – durante o painel, ele falou sobre o aumento de custos no transporte marítimo devido ao conflito no Mar Vermelho e o uso de rotas alternativas – e o crédito privado nos Estados Unidos como fonte de risco de crédito.

Agenda Econômica 2024

O painel seguinte recebeu a presença do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que começou falando que tinha a sensação, no começo do governo, que eles não estavam entendendo que acontecia com o orçamento.  

Na projeção para este ano, Haddad disse que 2024 pode “surpreender positivamente”, mas afirmou que o resultado primário depende do Congresso. “Quanto mais maturidade para entender o contexto político, mais fácil fica. Hoje, o que era meta do governo é a meta do país. O resultado fiscal não vem por passe de mágica. Depende de vários fatores, como a apreciação das medidas que o governo manda para o Congresso. O Congresso que dá a palavra final. O resultado primário depende do Congresso Nacional. O nosso papel é ir apresentando para o Congresso as medidas com certa gradualidade”, disse.

O ministro explicou que o otimismo depende da política e afirmou que o Congresso está disposto a ouvir. Importante relembrar que a meta fiscal para 2024 é déficit zero, compromisso visto com certa desconfiança.

Haddad ainda disse que erros acumulados nos últimos 10 anos, que reduziram o nível de arrecadação, estão corrigidos com o esforço do governo, entre eles a desoneração da folha, criada na gestão de Dilma Rousseff.

Top Gestoras do Mercado

Encerrando a parte da manhã, André Jarkurski, Sócio-fundador da JGP, Luís Stuhlberger, Sócio-fundador da Verde Asset, e Rogério Xavier, Sócio-fundador da SPX Capital, debateram sobre política monetária.

Sobre o assunto, Stuhlberger e Xavier concordaram que os bancos centrais estão sendo “muito lerdos em baixar os juros”. Essa postura conservadora, para Stuhlberger, acontece devido a “desmoralização” que as instituições sofreram ao demorar em subir as taxas durante a pandemia. Xavier concordou e explicou que os bancos centrais “estão super conservadores, porque erraram barbaramente na ida e não querem errar na volta”. Ele ainda criticou Jerome Powell, presidente do Fed, sobre a comunicação e entrevistas estarem confusas.

Além disso, o fundador da SPX, apesar de elogiar o trabalho conduzido por Roberto Campos Neto no comando do Banco Central no último ano, criticou os juros altos, questionando que não há justificativa para as taxas em patamares atuais. Ainda sobre a política monetária, ele afirmou que o momento determinante para as economias emergentes evoluírem será quando os desenvolvidos começarem a cortar juros.

Ao arrematar sua visão do Brasil, ele disse que o país vai ser “sardinha e vai andar com o resto do mundo. Se o mundo for bem, o Brasil vai bem”. Jarkurski também fez coro às falas de juros extremamente altos e analisou a produtividade e o crescimento populacional que o preocupam.

As eleições americanas também foram pauta. Para Jarkurski, esse é o tema mais importante do ano e ainda destacou que a dívida americana é “uma bomba atômica com pavio curto, que pode explodir em seis meses ou em anos”. Rogério Xavier mostrou uma visão de que a eleição de Trump pode ser boa do ponto de vista das corporações americanas, já que significaria menos impostos.

China e geopolítica também foram temas. No que diz respeito ao primeiro, Xavier apontou que o modelo econômico passa por um esgotamento. “A China insiste em apostar no lado da oferta e da indústria forte. Estão exportando um excedente para o mundo inteiro, isso derruba o preço dos bens. Para nós (Ocidente) é o paraíso, mas para a China está se endividando cada vez mais e sem retorno”. Ele acredita que o país terá um colapso econômico por conta de uma crise bancária profunda e retroceder, podendo desencadear no confronto político com Taiwan. O fundador da Verde Asset acrescentou que não está otimista e nem pessimista com a China.

Os participantes ainda analisaram que uma possível eleição de Donald Trump em novembro se traduziria em cautela para os dois países devido à possibilidade dele aumentar as tarifas de importação do país asiático.

Por fim, na geopolítica, Stuhlberger vê que os Estados Unidos estão longe de ser ameaçados pela China no campo econômico. Entretanto, André Jarkurski acredita que em 5 ou 10 anos vê a China militarmente competitiva com os EUA e capaz de invadir Taiwan.

Economia Mundial e Geopolítica

“Os juros têm de cair, seja em março ou maio, o Fed vai ter de começar a reduzir os juros logo, senão vamos ter uma recessão real”. Foi isso que Bill Ackman, fundador da Pershing Square, disse sobre o cenário da economia americana. Conforme explicou durante o painel, a percepção do gestor americano é que a atividade e o mercado de trabalho estão enfraquecendo, “com um número significativo de empresas, principalmente de tecnologia, todos os dias demitindo”.

Ele pontuou que o PCE, índice de inflação preferido do Federal Reserve, já voltou para perto de 2%, a meta perseguida pelo banco central americano. “A taxa de juros real nos EUA hoje está bastante alta em termos históricos e, apesar disso, a economia ainda parece forte. Então, isso é um pouco um enigma, mas penso que existem alguns fatores que estão se ajustando após a pandemia e isso traz riscos para a economia”.

Em relação à China, ele comentou que tem sido bastante pessimista nos últimos anos e enxerga um enfraquecimento gradual. Destacou que o país é um ambiente ruim para empreendedores bem-sucedidos, com os locais tentando levar seus familiares para fora, e que a estrutura de custo não é mais tão competitiva.

Ele ainda falou sobre geopolítica, comentando sobre os custos de fretes subindo com os problemas nas rotas de navegação, as tensões entre EUA e Irã e afirmou que o maior risco do mundo agora são as incertezas geopolíticas e mercadológicas. “Estamos próximos de uma guerra contra o Irã”, afirmou.

Futuro do Varejo: Transformações e Desafios

Cristina Betts, CEO do Grupo Iguatemi, Luiza Helena Trajano, Presidente do Conselho da Magalu, e Rafael Sales, CEO da Allos, debateram sobre as principais transformações do varejo nos últimos anos e como enxergam os desafios para os próximos anos.

Luiza Helena começou sua fala destacando a importância da digitalização e a rápida adaptação do mercado, muito em virtude dos efeitos da pandemia. Segundo ela, o digital levou as pessoas a conhecerem mais o produto e terem mais vontade de comprar. “O digital é uma cultura que veio para ficar. A pandemia “forçou” essa digitalização”, explicou.

A CEO do Grupo Iguatemi, por outro lado, relembrou quando no início da pandemia diziam que os shoppings iriam acabar. Ela explicou que os shoppings têm diversas outras funções e proporcionam toda uma experiência para os clientes. “É muito prático comprar no online, mas a experiência no digital não é completa como no presencial”, disse. 

Ela ainda completou afirmando que o Brasil tem a cultura de servir bem e isso reflete para dentro das lojas. “Todos querem colocar mais produtos na loja e fazer eventos de relacionamento de marketing. O presencial não vai morrer e acho que todo mundo vai focar nessa parte da experiência e tornar os clientes leais”.

Rafael Sales foi em linha com o que disse Cristina, explorando muito o lado da experiência do consumidor, da experiência vivida nos ambientes físicos.

Concessões: Saneamento

O painel recebeu Karla Bertocco, Presidente do Conselho da Sabesp, Radamés Casseb, CEO da Aegea, e Roberto Barbuti, CEO da Iguá Saneamento. 

Os três convidados debateram ao longo do painel sobre diversos temas relacionados ao marco legal do saneamento. Casseb disse que quem está fazendo mais diferença no setor é o capital, a crença do investidor. Ele ainda explicou que do ponto de vista do crescimento, a Aegea tem como modus operandi estudar todos os projetos, em uma dinâmica de aprendizado.

Argentina: o que esperar?

No último painel do primeiro dia, Luis Caputo, ministro da Economia da Argentina, falou sobre o difícil momento do país vizinho e as perspectivas para frente. 

Ele começou elogiando o presidente Javier Milei, elogiando que ele chegou à presidência dizendo a verdade e está fazendo a lição de casa. “Muitos políticos o subestimaram porque não achavam que alguém pudesse chegar ao poder falando em ajustar os gastos públicos. Isso conferiu credibilidade a ele no mundo todo”.

No contexto da aprovação do texto-base do pacote de reformas econômicas e políticas de Milei no legislativo, mas desidratada em diversas medidas, Caputo afirmou que “sabemos que o que pretendemos fazer vai funcionar, porém é claro que precisamos do apoio do congresso. Não podemos contar com os oposicionistas radicais, porque querem que as pessoas continuem na pobreza para poderem continuar mentindo. Eles formam 35 a 40%. Já a oposição racional está adotando uma posição pró-pais e não dos próprios interesses”. Pouco antes do início do painel, a Câmara dos Deputados retomou a votação dos artigos individuais do projeto.

Por fim, o ministro falou que olha para o Brasil como um superparceiro e pediu que os investidores “olhem com carinho as oportunidades no país. Vocês vão nos ajudar a sair dessa situação”.

O CEO Conference Brasil 2024 retorna nesta quarta-feira (7) com outros nomes importantes.

Este conteúdo é produzido pela PORTOFINO MULTI FAMILY OFFICE e fomenta o diálogo sobre a política e o empresariado brasileiro. A nossa opinião é neutra e não é partidária.