Imagem em destaque: Jose Cruz/Agência Brasil
O IPCA caiu 0,32% em agosto, melhor que o esperado pelo mercado (-0,28%). Com isso, a inflação acumulada em 12 meses desacelerou de 4,44% para 4,22%.
As principais contribuições vieram das fortes quedas nos preços da energia elétrica e das passagens aéreas. A alimentação também contribuiu positivamente, embora tenha caído menos que em julho. Em sentido contrário, bens industriais e, principalmente, cigarros pressionaram o índice.
Mais importante, os principais núcleos de inflação seguem comportados e as medidas que mostram a tendência da inflação também continuaram desacelerando. Isso indica que a melhora não está restrita apenas a itens voláteis.
O resultado reforça um quadro de inflação mais benigno, especialmente em um momento em que a atividade econômica também mostra sinais de enfraquecimento. Com isso, aumenta o espaço para mais um corte de juros na próxima reunião do Copom e também ganha força a possibilidade de novos cortes em novembro e dezembro.
– Thomas Gibertoni
Sócio e Portfolio Manager Portofino Multi Family Office
A inflação americana de agosto reforçou uma mensagem que temos acompanhado nos últimos meses: o processo de desinflação continua desafiador e o cenário para os juros permanece incerto.
O CPI avançou 0,4% no mês, em linha com a expectativa, enquanto o núcleo da inflação subiu 0,3%, acima dos 0,2% esperados pelo mercado. Após a divulgação, a probabilidade implícita de uma alta de 25 bps pelo Fed na reunião da próxima semana avançou para cerca de 90%, praticamente consolidando esse cenário nos preços de mercado.
Esse movimento, porém, não está restrito aos Estados Unidos. Temos observado abertura das curvas de juros ao redor do mundo, em meio a uma combinação de inflação ainda resistente, pressões fiscais e aumento da oferta de dívida.
Nesse ambiente, entendemos que o momento pede conservadorismo.
Seguimos priorizando estratégias com bom carrego e baixa duration, aproveitando taxas ainda atrativas sem assumir uma exposição excessiva ao risco dos juros longos.
Mais do que tentar antecipar o próximo movimento dos bancos centrais, acreditamos que a relação risco-retorno atual favorece disciplina, seletividade e carrego.
– Burton Mello
Sócio Investimentos Internacionais Portofino Multi Family Office
Ser um Multi Family Office independente nos permite trabalhar com múltiplas custódias, diferentes gestores e algumas das principais instituições do mercado, sempre com liberdade para buscar as soluções mais adequadas para cada cliente.
É também nesse contexto que promovemos o Portofino Sessions, uma série de encontros com nomes relevantes do mercado.
Nesta quinta-feira (27), recebemos em nossa sede, em São Paulo, Thomas Wu, Chief Investment Strategist do Itaú Asset, para uma conversa sobre Brasil, cenário global, inteligência artificial e seus impactos sobre os investimentos.
Thomas é Ph.D. em Economia por Princeton, foi professor na Universidade da Califórnia e construiu uma carreira de mais de 25 anos entre o meio acadêmico e o mercado financeiro. Foi sócio da Ventor Investimentos e da Verde Asset Management e, desde 2022, integra o Itaú Asset.
Ao longo do encontro, falou sobre os desafios fiscais do Brasil, as transformações provocadas pela inteligência artificial, a disputa entre Estados Unidos e China e as oportunidades que esse novo cenário pode abrir para o Brasil e a América Latina.
Receber Thomas Wu e o Itaú Asset é mais uma expressão da nossa capacidade de nos relacionar com alguns dos principais players do mercado, preservando aquilo que está na essência do nosso modelo:
Independência para acessar diferentes instituições, soluções e competências, sempre a partir dos interesses de cada cliente.
O comunicado trouxe uma comunicação mais simples, objetiva e clara, retirando o guidance explícito e reforçando que as próximas decisões dependerão da evolução dos dados.
– Thomas Gibertoni | Sócio Portofino Multi Family Office
Imagem em destaque: Jose Cruz/Agência Brasil
Você já se perguntou o que é Wealth Management? A tradução literal — “gestão de riqueza” — até dá uma pista, porém não conta toda a história. Na prática, Wealth Management é o encontro entre estratégia, planejamento e propósito. Em outras palavras, é sobre fazer o seu patrimônio trabalhar a favor dos seus sonhos, valores e da sua liberdade.
Agora, imagine ter um time olhando para o seu patrimônio como um todo: investimentos, imóveis, previdência, sucessão, seguros, impostos. Além disso, imagine esse time entendendo quem você é, o que te move e para onde você quer ir. Isso, de fato, é Wealth Management.
Trata-se de um serviço feito sob medida, pensado para pessoas que construíram — ou estão construindo — um legado. Profissionais, famílias empresárias, atletas, artistas, empreendedores. Pessoas que entendem que acumular é importante, mas cuidar e preservar o que foi conquistado é essencial.
Wealth Management não é sobre fórmulas prontas. Ao contrário, é sobre desenhar um plano patrimonial com estratégia, inteligência financeira e visão de longo prazo. Além disso, é sobre ter tranquilidade para tomar decisões e tempo para viver o que realmente importa.
Em suma, Wealth Management é um tipo de assessoria patrimonial voltada para a gestão de fortunas de indivíduos ou famílias, que envolve olhar para o todo: patrimônio, família, planos de vida e, claro, o futuro.
Um único profissional ou gestoras especializadas podem realizar essa atividade, que inclui uma série de responsabilidades de cunho financeiro, administrativo, jurídico e contábil.
Em geral, os serviços inclusos em um wealth management são:

Wealth Management funciona como uma jornada personalizada. Dessa forma, não é um pacote pronto, igual para todo mundo — é um processo construído a partir da sua realidade, dos seus objetivos e, principalmente, daquilo que você valoriza.
Tudo começa com uma escuta atenta. Neste sentido, o profissional ou equipe responsável busca entender quem você é: sua história, seu momento de vida, seus desafios e suas ambições. A partir disso, é traçado um plano estratégico que considera todos os aspectos do seu patrimônio — financeiros, jurídicos, contábeis e até emocionais.
Na prática, é um acompanhamento contínuo, pois um bom Wealth Management se adapta conforme a vida muda: uma empresa que cresce, um filho que nasce, uma mudança de país, um novo projeto. A gestão é dinâmica, alinhada com as decisões que você precisa tomar hoje e com o futuro que deseja construir.
Mais do que uma consultoria, é uma parceria. Um relacionamento de confiança, de longo prazo, com alguém que te ajuda a tomar decisões com clareza — e a transformar conquistas em legado.
Portanto, para entender o que é Wealth Management e como ele realmente funciona, algumas situações podem exemplificadas para entender como funciona na prática:
Agora que você já sabe o que é Wealth Management é importante entender a estrutura e os serviços.
Os serviços oferecidos por uma instituição de gestão patrimonial vão muito além do planejamento financeiro.
Além disso, não se limitam à situação financeira atual do cliente: também levam em conta objetivos de curto, médio e longo prazo, bem como seu nível de tolerância ao risco.
Com isso em mente, o plano é desenhado de forma personalizada. Após sua implementação, o gestor deve se reunir regularmente com o cliente para revisar e atualizar as metas definidas.
Nesse processo contínuo, pode surgir a necessidade de incluir novos serviços — como, por exemplo, assessoria jurídica.
Em última análise, o objetivo é sempre atender o cliente de forma integral, tornando o gerenciamento de sua vida financeira o mais cômodo e eficiente possível.
Dessa forma, algumas estruturas são comumente utilizadas para compor essa estratégia:
Por fim, se você achava que o futuro era algo distante, talvez seja hora de olhar para ele com mais proximidade. Afinal, quando você entende o que é Wealth Management, também entende que o futuro começa com escolhas feitas hoje — com intenção, clareza e propósito.
Mais do que isso, construir um legado não é apenas acumular bens. É criar impacto. Ou seja, é garantir que suas decisões de hoje ecoem nas próximas gerações.
Sendo assim, contar com uma gestão patrimonial estruturada, contínua e alinhada à sua história faz toda a diferença. Isso porque o verdadeiro valor do patrimônio está em como ele é cuidado — e no que ele possibilita viver, construir e deixar.
Independentemente do seu momento de vida, Wealth Management é sobre transformar patrimônio em liberdade. E, acima de tudo, liberdade em legado.
Na trajetória de uma empresa, poucos momentos são tão decisivos quanto uma operação de venda, fusão ou aquisição. É nesse ponto que estratégia, legado e valor se encontram e onde decisões bem conduzidas podem redefinir o futuro de uma família e de seu patrimônio.
A vertical de M&A (Fusões e Aquisições) da Portofino Multi Family Office foi estruturada para atuar exatamente nesses momentos, apoiando empresários e famílias em processos complexos, sensíveis e transformacionais, com uma abordagem estratégica, independente e altamente personalizada.
Atuamos de ponta a ponta, da preparação da empresa e dos acionistas, definição da melhor estratégia, à estruturação, negociação e conclusão da transação. Ao longo de todo esse processo, os sócios atuam de forma constante próxima e constante, participando ativamente de cada etapa, com senioridade, agilidade e profundidade nas decisões. Mais do que executar operações, asseguramos que cada movimento esteja conectado aos objetivos de longo prazo da família, preservando valor e criando novas oportunidades.
Ao longo da nossa trajetória, assessoramos clientes em operações relevantes, conectando empresas brasileiras a grupos estratégicos e investidores globais. Entre os deals realizados, destacam-se transações envolvendo empresas como Inflor, Vepakum, BaladAPP, Reta Engenharia e Real Estruturas, com contrapartes internacionais como Remsoft (Canadá), Fagron (Holanda), Ticketmaster (Estados Unidos), AFRY (Suécia) e Priner (Brasil).
Esse histórico reforça um dos nossos principais diferenciais: a equipe com maior experiência do mercado em transações internacionais e negociações complexas. Através de uma rede global de relacionamentos, conectamos nossos clientes a investidores estratégicos e financeiros internacionais, ampliando o universo de potenciais compradores e parceiros e, consequentemente, maximizando valor e opcionalidade nas negociações.
Cada transação carrega uma história de construção, crescimento e, muitas vezes, de transição de legado. É com esse entendimento que conduzimos cada mandato, com rigor técnico, discrição e profundo respeito pelo que está em jogo.
Na Portofino, M&A é conduzido com disciplina estratégica, visão de longo prazo e absoluto alinhamento aos interesses de cada família, assegurando decisões consistentes em um dos momentos mais relevantes da sua trajetória empresarial.
(Tempo de leitura: 5 minutos)
O que você precisa saber:
Dolarizar o patrimônio é importante porque reduz a dependência de um único país, de uma única moeda e de um único cenário econômico.
Quando todo o patrimônio está concentrado em um único mercado, ele fica exposto às oscilações do real, às decisões de política econômica local e à instabilidade dos ciclos domésticos.
Ao incluir o dólar na estratégia, você adiciona uma camada de proteção e amplia o alcance das suas decisões financeiras.
Mais do que proteção, dolarizar é expandir fronteiras.
O dólar é a principal moeda de referência global. É por meio dele que se acessam os maiores mercados do mundo, as economias mais estáveis e empresas que lideram transformações em setores como tecnologia, saúde e energia.
Na prática, isso significa sair de um universo limitado para um campo muito mais amplo de oportunidades, onde o capital passa a circular em mercados mais profundos, líquidos e eficientes.
Dolarizar o patrimônio é uma escolha que reorganiza a estrutura da carteira de forma mais equilibrada e sofisticada.
Entre os principais benefícios, destacam-se:
Preserva o poder de compra ao longo do tempo, especialmente em cenários de desvalorização do real.
Reduz a concentração de risco em um único país, diluindo impactos locais.
Permite investir em empresas e setores que muitas vezes não estão disponíveis no mercado doméstico.
Ativos internacionais tendem a responder a dinâmicas distintas, equilibrando ciclos econômicos.
Exposição a economias mais robustas e resilientes.
Participação em mercados amplos, com maior eficiência e facilidade de negociação.
Manter o patrimônio concentrado no Brasil significa aceitar, integralmente, o chamado “risco Brasil”.
Esse conceito reúne fatores estruturais que impactam diretamente os investimentos, como:
Em períodos eleitorais, o risco tende a se intensificar.
Eleições trazem incerteza sobre os rumos da política econômica, possíveis mudanças de direção e aumento da sensibilidade dos mercados a discursos, expectativas e cenários futuros.
Diante desse cenário, dolarizar o patrimônio trata-se de uma decisão estratégica. Ou seja: construir uma base sólida que permita atravessar diferentes ciclos com mais equilíbrio.
A construção de uma exposição internacional eficiente vai além de simplesmente investir no exterior.
Ela envolve alocação adequada, escolha de ativos, gestão de riscos e alinhamento com os objetivos de longo prazo de cada família.
Na Portofino, esse processo é conduzido de forma personalizada, com independência e uma visão integrada do patrimônio.
Quer estruturar uma estratégia internacional? Converse com a nossa equipe.